Como Habitar Abismos. Exposição Individual no Castelinho do Flamendo – RJ

 

“Todo abismo é navegável a barquinhos de papel”. Guimarães Rosa

 

De 02 de julho a 04 de setembro de 2016, o Castelinho do Flamengo recebeu a primeira exposição individual da artista, pesquisadora e educadora Mariana Guimarães. Intitulada Como HabitarAbismos, tem curadoria de Beatriz Lemos e produção de arte de Arthur Moura.

 

Em obras que se espalham por oito cômodos, a pesquisa que Mariana desenvolve há alguns anos, a partir da linguagem do bordado, sobre os conceitos de habitar, sexualidade, vida cotidiana, presença e ambiguidades, pode ser vista em diferentes suportes, como instalações e fotografias.

 

Inspirada pelo filósofo e poeta francês Gaston Bachelard, cuja obra reflete sobre as possibilidades e os modos de se chegar à “primitividade da casa”, Mariana propõe um olhar mais atento aos seus signos: “A casa é o santuário da nossa intimidade, da nossa nudez, mas também o local das ambiguidades. Lugar de acolhimento, mas também onde ficam escondidos interditos, opressão e violência.Um local sagrado, mas tratado como uma entidade menor”, diz ela. E completa: “São as ambiguidades que me interessam, os lados distintos que integram a existência, assim como o bordado tem seus dois lados. Procuro caminhar entre eles”..

 

Exposição Como Habitar Abismos, de Mariana Guimarães

Data: De 02 de julho a 04 de setembro de 2016

Local: Castelinho do Flamengo – Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho

 

Ficha Técnica

Curadoria: Beatriz Lemos

Projeto Gráfico da Exposição: Kelly Saura

Produção de Arte: Arthur Moura

Produção Executiva: Luciana Fleischman

Assistente da Artista: Sofia Alondra Fica Espinoza

Fotografia: Pedro Victor Brandão e R. Buys

Assessoria de Imprensa: Debs Comunicação

Montagem: Thiago Branco

Cenotécnico: Humberto Silva e Humberto Silva Júnior

Projeto Gráfico da Publicação: Dínamo / Alexsandro Souza

 

Como Habitar Abismos_texto da curadora

Lastro em Campo – Sesc SP

Com curadoria de Beatriz Lemos, a exposição reúne instalações, performances, vídeos e objetos de onze artistas brasileiros e um guatemalteco, criados a partir de residências artísticas realizadas no México, Guatemala e Panamá.

As viagens marcaram as comemorações de 10 anos do Lastro – Intercâmbios Livres em arte – um projeto colaborativo, que se configura em uma rede internacional entre cenas de arte na América Latina (www.lastroarte.com).

De 10 de maio a 30 de julho, no Sesc Consolação

Saiba mais: http://bit.ly/LASTROemCAMPO

 

Lastro em Campo. Percursos Ancestrais e Cotidianos. Exposição Coletiva. Sesc Consolação – SP

Curadoria e concepção: Beatriz Lemos
Artistas: Daniel Albuquerque, Danilo Volpato, Edgar Calel, Jonas Aisengart, Lucas Parente, Luísa Nóbrega, Maíra das Neves, Mariana Guimarães, Maya Dikstein, Pedro Victor Brandão, Thaís Medeiros e Van Holanda
Pesquisadores viajantes: Leonardo Araújo, Maria Catarina Duncan e Olívia Ardui
Projeto expográfico: Frederico Teixeira e Penélope Casal de Rey
Projeto gráfico: Casa 202 – Fernanda Porto e Filipe Acácio
Produção: Melanina Cultural – Melanie Graille
Produção executiva: Luísa Estanislau

(Fotos: Evelson de Freitas/SESC)

 

 

Como transpor abismos

Costura sobre fotografia e tecido tradicional guatemalteco.

Rio de Janeiro, 2015.

*essas imagens fazem parte do livro Como Transpor abismos, produzido e publicado pela editora Multifoco, ano 2016;  como parte da Residência Artística na Guatemala, no ano de 2015, a convite da curadora Beatriz Lemos, coordenadora do Projeto Lastro Intercâmbios Livres em Arte.
http://www.lastroarte.com/

Intervenção Poética em Inhotim

Proposição  de arte  realizada com trabalhadores da Associação de Catadores do Vale do Paraopeba – ASCAVAP – Brumadinho- MG. Trabalho realizado em parceria com o Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim à convite da Diretoria de Inclusão Social e Cidadania.

O principal objetivo dessa proposta  foi resgatar a dimensão emancipadora, crítica e sensível desses trabalhadores, através do contato com a arte. Propomos que com as sobras do mundo, aqui materializadas em resíduos sólidos descartados pela sociedade de consumo, que os participantes da oficina produzissem objetos carregados de um significado poético, lúdico e criativo, pensando suas práxis e instrumentos de trabalho a partir de uma ótica artística e estética, embebidos em formas criativas e despertando inúmeras possibilidades construtivas de intervenções e construções artísticas nos materiais coletados com linhas, bordados etc.

Bordadura como linguagem de experiências

Artigo publicado no Anais do 24º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas.

 

Mariana Guimarães / Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

 

RESUMO

O projeto de ensino, pesquisa e extensão intitulado Arte do Fio, desenvolvido no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ), tem como objetivo a investigação conceitual e plástica da bordadura contemporânea e seus inúmeros desdobramentos políticos, estéticos e éticos na educação e nas artes visuais. Neste artigo, pretendemos narrar algumas experiências desenvolvidas com estudantes do Ensino Médio e licenciandos de Artes Visuais. Partimos de uma narração polifônica, na qual o texto é costurado por depoimentos e reflexões dos estudantes sobre suas vivências e experiências a partir da investigação da linguagem da bordadura na relação com suas poéticas de trabalho e processos.

 

PALAVRAS-CHAVES

Bordadura contemporânea, experiência, afeto.

 

PDF para leitura: Bordadura como linguagem de experiências_mariana guimaraes