Monthly Archives: julho 2018

Sertão

Pesquisa  de campo pelo interior do Brasil, com início no Sertão de Minas Gerais e término no Sertão da Paraíba.

Desejosa  sempre pelo encontro com mulheres artesãs tradicionais que detém o conhecimento ancestral e tradicional da práxis e que guardam em seus gestos e vozes uma multiplicidade de forças, realizei uma pesquisa de campo pelo interior do Brasil  no mês de julho de 2018. Acompanhada pela minha filha Rosa Guimarães de Macedo e meu companheiro Marcio Macedo percorremos seis estados brasileiros, com início no Sertão de Minas Gerais e término no Sertão da Paraíba.

Visitamos dez associações  de mulheres artesãs trabalhadoras do fio, em distintas técnicas, como fiação, tecelagem, cestaria, renda de bilro, renda renascença, crochê e renda labirinto. Os Estados visitados foram: Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

A pesquisa de campo não foi sobre mulheres trabalhadoras do fio, mas foi construída com mulheres trabalhadoras do fio, e teve como objetivo o encontro, a escuta e o registro de suas vozes  para a construção  de uma cartografia sobre suas práxis em diálogo com a pesquisa e poética da artista.



 Os grupos visitados foram:  Associação dos artesãos de Riachinho –MG.

Associação dos Artesãos Cores do Cerrado de Uruana de Minas – MG.

Associação dos Artesãos de Bonfinópolis. MG.

Associação das Rendeiras do Morro da Mariana – Parnaíba – Piaui.

Associação das artesãs do Marcelino –MA .

Lavadeira e passadeira – Barreirinhas – Maranhão -MA.

Associação de Crocheteiras Mundo Jeri – Jericoacora- CE.

Coopetigre –  Cooperativa de rendeiras renascença São João do Tigre – PB.

Assoart –  Associação de rendeiras renascença – São João do Tigre – PB.

Associação das Artesãs Rurais de Chã dos Pereiras – Chã dos Pereira – PB.

 

O material  produzido será editado e disponibilizado em  livro e a pesquisa estará disponível na tese em desenvolvimento da artista.

Sebastião José da Costa, 28

Registro de performance realizada na casa natal da artista.

No  verão de 2019  a artista  realizou  uma incursão a casa em que viveu por toda a infância, localizada na cidade de Resende R.J, o imóvel pertenceu a sua família por 25 anos, e há oito anos foi vendida. A ida à casa da infância, criou uma possibilidade de reconexão com as memórias de menina e adolescente, mas sobretudo uma possibilidade de  criar e recriar a partir do encontro, novas narrativas, fabulações invenções, a casa vazia tornou-se uma casa livre para ser ocupada por deslocamentos, vestígios e processos.
Resende – RJ

Fotografias: Marcio Macedo.