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	<title>Mariana Guimarães &#187; Proposições</title>
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		<title>Sertão</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 16:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa  de campo pelo interior do Brasil, com início no Sertão de Minas Gerais e término no Sertão da Paraíba. Desejosa  sempre pelo encontro com mulheres artesãs tradicionais que detém o conhecimento ancestral e tradicional da práxis e que guardam em seus gestos e vozes uma multiplicidade de forças, realizei uma pesquisa de campo pelo... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/sertao/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Pesquisa  de campo pelo interior do Brasil, com início no Sertão de Minas Gerais e término no Sertão da Paraíba.</div>
<div></div>
<div>
<p>Desejosa  sempre pelo encontro com mulheres artesãs tradicionais que detém o conhecimento ancestral e tradicional da práxis e que guardam em seus gestos e vozes uma multiplicidade de forças, realizei uma pesquisa de campo pelo interior do Brasil  no mês de julho de 2018. Acompanhada pela minha filha Rosa Guimarães de Macedo e meu companheiro Marcio Macedo percorremos seis estados brasileiros, com início no Sertão de Minas Gerais e término no Sertão da Paraíba.</p>
<p>Visitamos dez associações  de mulheres artesãs trabalhadoras do fio, em distintas técnicas, como fiação, tecelagem, cestaria, renda de bilro, renda renascença, crochê e renda labirinto. Os Estados visitados foram: Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco.</p>
<p>A pesquisa de campo não foi <i>sobre</i> mulheres trabalhadoras do fio, mas foi construída<i> com</i> mulheres trabalhadoras do fio, e teve como objetivo o encontro, a escuta e o registro de suas vozes  para a construção  de uma cartografia sobre suas práxis em diálogo com a pesquisa e poética da artista.</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p> Os grupos visitados foram:  Associação dos artesãos de Riachinho –MG.</p>
<p>Associação dos Artesãos Cores do Cerrado de Uruana de Minas – MG.</p>
<p>Associação dos Artesãos de Bonfinópolis. MG.</p>
<p>Associação das Rendeiras do Morro da Mariana – Parnaíba – Piaui.</p>
<p>Associação das artesãs do Marcelino –MA .</p>
<p>Lavadeira e passadeira – Barreirinhas – Maranhão -MA.</p>
<p>Associação de Crocheteiras Mundo Jeri – Jericoacora- CE.</p>
<p>Coopetigre –  Cooperativa de rendeiras renascença São João do Tigre – PB.</p>
<p>Assoart –  Associação de rendeiras renascença &#8211; São João do Tigre – PB.</p>
<p>Associação das Artesãs Rurais de Chã dos Pereiras &#8211; Chã dos Pereira – PB.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</div>
<div>O material  produzido será editado e disponibilizado em  livro e a pesquisa estará disponível na tese em desenvolvimento da artista.</div>
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		<title>Fio Corpo Terra</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 03:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposição Coletiva. Espaço Sacadura &#8211; Rio de Janeiro A fim de explorar as possibilidades de criação artística e colaborativa através do fio, doze artistas de diferentes estados do brasil se encontraram em residência na serrinha do Alambari em janeiro de 2017. A proposta nasceu do desejo de ativar a tessitura sensorial e perceptiva, gerar trocas... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/fio-corpo-terra/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Exposição Coletiva. Espaço Sacadura &#8211; Rio de Janeiro</p>
<p><span id="more-2291"></span></p>
<p>A fim de explorar as possibilidades de criação artística e colaborativa através do fio, doze artistas de diferentes estados do brasil se encontraram em residência na serrinha do Alambari em janeiro de 2017. A proposta nasceu do desejo de ativar a tessitura sensorial e perceptiva, gerar trocas e pensar o ato de bordar como ato político e orgânico. O fio se apresenta como tecnologia para promover encontros.</p>
<p>Em  novembro de 2017 o espaço SARACURA ,no centro do  Rio de Janeiro abre suas portas para receber a exposição, leituras, performances e conversas propostos pelos artistas residentes. O fundamento é a troca e o processo, a ativação de memórias e a necessidade de escuta. Compreende-se que um processo de residência não termina e pode se desdobrar de diversas formas, agregar interlocutores e repercutir em outros corpos. Movidos pelo desejo do (re)encontro e das experiências já compartilhadas os artistas se reúnem para abrir o diálogo sobre o fio, o tecer e o bordar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artistas residentes</p>
<p>Ana Biolchini, Bruno Oliveira, Carolina Amorim, Carolina Medeiros, Erika Malzoni, Gabriela Michelini, Maíra Vaz Valente, Mariana Guimarães, Nina Veiga, Raphael Couto, Simone Moraes, Victor Tozarin e Yuli Anastassakis</p>
<p>Acompanhamento Curatorial Catarina Duncan</p>
<p>Idealização Mariana Guimarães</p>
<p>Desenho Gráfico Bruno O. e Victor Tozarin</p>
<p>Agradecimentos</p>
<p>As crianças Rosa, Tatiana e Uli, Marcio Macedo, Mauricio Vieira, Shirlei, Marcio, Arthur Mello, Bianca Bernardo, Cesar Jordão, Paula Borghi e Espaço Saracura</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para entrevista no canal arte <a href="https://www.youtube.com/watch?v=-M_EbTSf_kg">https://www.youtube.com/watch?v=-M_EbTSf_kg</a></p>
<p>Link para + fotos na página do Saracura https://www.facebook.com/pg/espacosaracura/photos/?tab=album&amp;album_id=517416118620248</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vigiai e Bordai / Dos sentidos do fio</title>
		<link>http://www.marianaguimaraes.art.br/autoresidencia-artistica-vigiai-e-bordai-dos-sentidos-do-fio/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 May 2017 22:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Auto-residência Artística Idealização Mariana Guimarães Serrinha do Alambari Link para video https://vimeo.com/212663634]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Auto-residência Artística</p>
<p><span id="more-2014"></span></p>
<p>Idealização Mariana Guimarães</p>
<p>Serrinha do Alambari</p>
<p>Link para video <a href="https://vimeo.com/212663634">https://vimeo.com/212663634</a></p>
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		<item>
		<title>Cartografia do Afeto</title>
		<link>http://www.marianaguimaraes.art.br/cartografia-do-afeto-4/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 21:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Ocupação realizada  em parceria com a artista Marcela Carvalho na Casa de Cultura de Paraty . Paraty &#160;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ocupação realizada  em parceria com a artista Marcela Carvalho na <a href="http://www.casadaculturaparaty.org.br/#/pt_br/home" target="_blank">Casa de Cultura de Paraty</a> .</p>
<p><span id="more-1258"></span></p>
<p>Paraty</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>São os cabelos das mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Aug 2013 20:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>
		<category><![CDATA[bordado]]></category>
		<category><![CDATA[cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[costura]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho  realizado com militantes da Marcha das Vadias – Rio de Janeiro O trabalho foi norteado pelo conto São os cabelos das mulheres de Marina Colasanti, e teve como objetivo discutir e refletir sobre as agressões de gênero e violência física, moral e psicológica cometidas pela nossa sociedade acerca do corpo da mulher. Para saber mais sobre... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/marcha-das-vadias/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho  realizado com militantes da Marcha das Vadias – Rio de Janeiro</p>
<p><span id="more-293"></span></p>
<p>O trabalho foi norteado pelo conto São os cabelos das mulheres de Marina Colasanti, e teve como objetivo discutir e refletir sobre as agressões de gênero e violência física, moral e psicológica cometidas pela nossa sociedade acerca do corpo da mulher.</p>
<p>Para saber mais sobre a Marcha das Vadias <a href="http://www.marchadasvadias.org/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">clique aqui.</span></a></p>
<p>Leia o conto completo <a title="São os cabelos das mulheres" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/Sao_os_cabelos_das_mulheres_MarinaColasanti.pdf" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a>.</p>
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		<title>Intervenção Poética em Inhotim</title>
		<link>http://www.marianaguimaraes.art.br/o-que-catam-as-maos-do-cata-dor/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 19:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Proposição de arte realizada com trabalhadores da Associação de Catadores do Vale do Paraopeba – ASCAVAP – Brumadinho- MG. Trabalho realizado em parceria com o Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim à convite da Diretoria de Inclusão Social e Cidadania O principal objetivo dessa proposta  foi resgatar a dimensão emancipadora, crítica e sensível desses trabalhadores,... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/o-que-catam-as-maos-do-cata-dor/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Proposição de arte realizada com trabalhadores da Associação de Catadores do Vale do Paraopeba – ASCAVAP – Brumadinho- MG. Trabalho realizado em parceria com o Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim à convite da Diretoria de Inclusão Social e Cidadania<br />
<span id="more-273"></span><br />
O principal objetivo dessa proposta  foi resgatar a dimensão emancipadora, crítica e sensível desses trabalhadores, através do contato com a arte. Propomos que com as sobras do mundo, aqui materializadas em resíduos sólidos descartados pela sociedade de consumo, que os participantes da oficina produzissem objetos carregados de um significado poético, lúdico e criativo, pensando suas práxis e instrumentos de trabalho a partir de uma ótica artística e estética, embebidos em formas criativas e despertando inúmeras possibilidades construtivas de intervenções e construções artísticas nos materiais coletados com linhas, bordados etc.<br />
A oficina intitulada “<i>Intervenção Poética em materiais coletados por catadores da ASCAVAP”</i> foi ministrada em maio de 2012, na Semana de Museus, uma ação do Instituto Brasileiro de Museus e cujo tema foi &#8220;Museus em um mundo de Transformação &#8211; novos desafios, novas inspirações&#8221;.</p>
<blockquote><p> A culminância do trabalho foi uma intervenção artística com os materiais produzidos pelos participantes, formando uma grande teia na Capela de Santo Antônio, uma construção localizada dentro do Instituto de Arte Contemporânea de Inhotim e remanescente do antigo vilarejo que ali existia anteriormente à existência do museu.</p></blockquote>
<p>Essa oficina integra os projetos e pesquisa que venho realizado ao longo da última década sobre as possibilidades de criação, resgate de memórias e histórias, o fortalecimento de autoestima e cidadania de grupos marginais através do resgate de práticas artesanais realizadas com linhas e agulhas, presentes no imaginário popular e no cotidiano do povo brasileiro, dialogando com a arte tradicional, popular e a arte contemporânea e seus inúmeros artistas que utilizam dessa temática em suas pesquisas conceituais e formais. Cabe ressaltar que esses projetos e pesquisa já foram realizados com mulheres idosas, rendeiras e bordadeiras tradicionais, alunos e alunas da educação básica e formação de professores em Artes Visuais, estes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição na qual sou docente e pesquisadora.</p>
<p>O trabalho realizado com catadores de resíduos sólidos foi de grande importância e aprendizagem, uma vez que os trabalhadores que compõem essa associação são antigos pacientes de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município de Brumadinho – MG, onde esse projeto de catação de materiais reciclados teve início como uma forma de geração de renda e trabalho. São, em sua maioria, portadores de sofrimento mental.</p>
<p>É importante compreendermos a função e a necessidade do oficio de catador de resíduos sólidos em nossa sociedade industrializada, que produz, consome e descarta objetos o tempo todo. Trata-se de refletir sobre a dimensão humana presente nesse oficio tão menosprezado pela sociedade contemporânea, uma práxis menor em que indivíduos são excluídos da participação social por serem miseráveis, tornando-se trabalhadores marginais. Uma gente que vive no meio de resíduos descartados pela sociedade que consome, sem parar noite e dia. Uma das questões levantadas desde o início foi a sobre a escolha dessa práxis: um indivíduo escolhe ser catador ou é escolhido pelas condições adversas e presentes na sociedade capitalista, que degenera trabalhadores e suas práticas criativas e necessárias a condição humana digna?</p>
<p>Vivemos em um momento de grandes discussões e projeções sobre o oficio de catador, tanto em meios políticos e sociais, como também em trabalhos realizados por cineastas, fotógrafos e artistas sobre o tema, como os filmes <i>Estamira</i> (2006), dirigido pelo fotógrafo e cineasta Marcos Prado; <i>Lixo extraordinário</i> (2011), com o artista Vik Muniz e direção de Lucy Walker, entre outras produções e projetos noticiados pela mídia e presentes em muitas cidades pelo Brasil e pelo mundo.</p>
<p>Os debates sobre a sustentabilidade e os rumos do planeta Terra frente à tamanha destruição e especulação sobre nossos recursos naturais e humanos nos colocam em contato com questões vitais de preservação e desenvolvimento humano, econômico e sustentável, onde grupos marginais e minorias gritam pela sua valorização e fortalecimento frente às barbáries da economia e sistema capitalista. O encontro de catadores de resíduos sólidos realizados na Cúpula da Terra, na ocasião da Rio+20, realizada na cidade no Rio de Janeiro no mês de junho de 2012, produziu uma carta em que trabalhadores organizados em sindicatos espalhados por todo o país reivindicam e lutam pelo reconhecimento de sua práxis, o fortalecimento desse ofício, a legislação, a não incineração dos resíduos em lixões e aterros, a valorização da sustentabilidade, a consciência e a verdade de que a mesma só é possível se incluirmos o homem, sobretudo os excluídos de uma participação mais ativa, e condições mais dignas de vida, mostrando-nos a organização e o direito de escolha, a luta e melhoras nas condições de uma determinada categoria de trabalhadores. Compreendemos que a inclusão social, o respeito e a valorização desse ofício, como um trabalho digno, são elementos-chave para o verdadeiro desenvolvimento ambiental e sustentável que nossa sociedade tanto discute, e temos que internalizar e praticar  nossa parcela como indivíduos conscientes e responsáveis pelo lixo que produzimos, e nos colocarmos como protagonistas de ações de reutilização, redução e reciclagem de lixo.</p>
<p>Diante de tantas questões sociais, políticas e educacionais presentes nesse tema, o trabalho realizado na ASCAVAP ao longo dos 4 dias de oficina teve como ânsia contribuir para promover o fortalecimento desses trabalhadores em suas militâncias e em seu labor diário. Ainda que de modo pontual, esperamos que nossas reflexões e proposições tenham despertado nesses indivíduos alguma transformação norteada pela dimensão lúdica, criativa, emancipadora e reflexiva presente na arte; aqui na arte realizada a partir de linhas, do ato de tecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> Fotos: Igor Moretti</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a title="O que catam as mãos do cata-dor?" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/O_que_catam_as_maos_do_catador_MarianaGuimaraes.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-541" alt="icone_download" src="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/icone_download.png" width="280" height="90" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>10% do PIB para educação!</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 17:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>
		<category><![CDATA[bordado]]></category>
		<category><![CDATA[cinelândia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[oficina]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

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		<description><![CDATA[Ação artística  realizada em parceria com a ADUFRJ (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro)  no  lançamento  estadual da Campanha  “10% do PIB para Educação Pública, já!”,  realizado na Praça Cinelândia- Rio de Janeiro, com transeuntes e militantes presentes no ato. O principal objetivo da ação  foi envolver a população no debate... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/10-do-pib/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ação artística  realizada em parceria com a ADUFRJ (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro)  no  lançamento  estadual da Campanha  “10% do PIB para Educação Pública, já!”,  realizado na Praça Cinelândia- Rio de Janeiro, com transeuntes e militantes presentes no ato.</p>
<p><span id="more-264"></span></p>
<p>O principal objetivo da ação  foi envolver a população no debate acerca das dificuldades e das necessidades da educação pública no Brasil. Foi proposto aos participantes que bordassem  frases sobre a Campanha “10% do PIB para Educação Pública, já! “  para a construção de um estandarte no final do ato.</p>
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		<item>
		<title>Retalhos de memória &#8211; 2ª edição</title>
		<link>http://www.marianaguimaraes.art.br/retalhos-de-memoria-1a-edicao-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 16:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo documental do Projeto  Retalhos de memória, realizado em 2008. Para ver mais sobre o projeto clique aqui.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-857"></span></p>
<p>Vídeo documental do Projeto  Retalhos de memória, realizado em 2008.</p>
<p>Para ver mais sobre o projeto<a href="http://www.pedesonhos.com.br/mariana/?p=319" target="_blank"> <span style="text-decoration: underline;">clique aqui</span></a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Retalhos de Memória &#8211; 2ª edição</title>
		<link>http://www.marianaguimaraes.art.br/retalhos-de-memoria-2a-edicao/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 21:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>
		<category><![CDATA[artesanal]]></category>
		<category><![CDATA[bordado]]></category>
		<category><![CDATA[idosas]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sua segunda edição, o projeto Retalhos de Memória propôs às participantes um trabalho sobre identidade e o resgate das técnicas artesanais com linhas e agulhas. &#160; Desta vez, participaram das oficinas aproximadamente 100 mulheres oriundas de 8 casas de convivência nas cidades de Resende e Rio de Janeiro. O trabalho central que gerou a exposição... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/retalhos-de-memoria-2a-edicao/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua segunda edição, o projeto <em>Retalhos de Memória</em> propôs às participantes um trabalho sobre identidade e o resgate das técnicas artesanais com linhas e agulhas.</p>
<p><span id="more-319"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desta vez, participaram das oficinas aproximadamente 100 mulheres oriundas de 8 casas de convivência nas cidades de Resende e Rio de Janeiro. O trabalho central que gerou a exposição e norteou o projeto foi uma intervenção das participantes em suas fotografias faciais impressas no tecido de algodão e teve como objetivo promover a reflexão sobre o envelhecimento e a vida de cada mulher, além da investigação da relação que é estabelecida diante do contato com a própria imagem e com as técnicas artesanais de produção presentes no imaginário da mulher idosa brasileira.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Conforme a edição anterior, no início das atividades foram propostas atividades lúdicas e artísticas com o objetivo de criar vínculos afetivos com as participantes e facilitar a abordagem do tema principal. Os recursos utilizados nas aulas iniciais foram contos sobre a história do tecer e bordar ao longo da humanidade, depoimentos, músicas, e, a cada encontro, era solicitado as participantes que produzissem um pequeno trabalho utilizando as técnicas que sabiam. Desse modo, durante esse processo, as mulheres tiveram a oportunidade de relembrar pontos de bordado, de crochê e fuxico. Foram surgindo álbuns de bordado, histórias e lembranças, roupas de batizado que fizeram para os filhos etc. A variedade de materiais disponíveis foi de grande importância e estímulo para as idosas, muitas delas sem acesso à diversidade de materiais, que são naturalmente bonitos e lúdicos.</p>
<p>O trabalho com a imagem, objeto de grande interesse na área do design, tem início após um mês de preparação com atividades diversificadas e é iniciado com a dinâmica do espelho em que as participantes se olham e respondem a seguinte pergunta: <i>o que eu vejo nesse espelho</i>?<i> </i></p>
<p>Através dessa pergunta, e diversas atividades propostas, as participantes entram em contato com suas imagens, e tem-se o início de um processo de reflexão, de subjetivação e (re) construção de identidades sociais fragmentadas, uma vez que esse contato gerou, em algumas participantes, questionamentos e dificuldade em reconhecer-se, pois muitas delas, perderam o hábito de se confrontarem com o espelho, esse artefato que acompanha, reflete o desenvolvimento e mudanças dos indivíduos. Para Baudrillard (1993, p. 28), <i>o espelho, objeto de ordem simbólica, não somente reflete os traços do indivíduo como acompanha em seu desenvolvimento o desenvolvimento histórico da consciência.</i></p>
<p>Defrontar-se com a imagem de si e questionar sobre a imagem envelhecida traz estranhamento, medos e angústias para essas mulheres; porém, a reflexão do que representa envelhecer traz sentimentos de força, coragem, sabedoria e maturidade. Para efeito de nosso projeto, acreditávamos que poderíamos contribuir para que as imagens pudessem dar suporte à discussão de forma prática trazendo a questão da desfuncionalização do idoso e a ausência de identidade social.</p>
<blockquote><p>Expressei tudo que tinha dentro de mim no retrato. Eu adorei meu retrato.<br />
(Clarisse Marques, 65 anos)</p></blockquote>
<p>Assista ao vídeo da oficina<a href="https://vimeo.com/72760190">:https://vimeo.com/72760190</a></p>
<p><a title="Retalhos de memória" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/Retalhos_de_memorias_MarianaGuimaraes.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-541" alt="icone_download" src="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/icone_download.png" width="280" height="90" /></a></p>
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		<title>Retalhos de Memória &#8211; 1ª edição</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Aug 2006 22:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Proposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Realizado entre os anos de 2006 e 2009, em duas edições, o projeto contou com a participação de aproximadamente 150 idosas e teve como objetivo o resgate de histórias e memórias através do resgate de práticas artesanais com linhas e agulhas presentes no imaginário das participantes. E foi realizada com o apoio da Secretaria de... <a class="moretag" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/retalhos-de-memoria-1a-edicao/"> <strong>Leia mais</strong></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Realizado entre os anos de 2006 e 2009, em duas edições, o projeto contou com a participação de aproximadamente 150 idosas e teve como objetivo o resgate de histórias e memórias através do resgate de práticas artesanais com linhas e agulhas presentes no imaginário das participantes. E foi realizada com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Solidariedade do município de Resende e a ONG Obra Social, da cidade do Rio de Janeiro, e foi realizada em 8 centros de convivência e lazer para idosos.</p>
<p><span id="more-333"></span><!--more--></p>
<p>O trabalho teve início no mês de agosto de 2006, na cidade de Resende, com a participação inicial de 30 mulheres, oriundas de 3 centros de convivência da terceira idade de bairros distintos: Manejo, Paraíso e Cidade Alegria. Essa pesquisa foi apresentada para as participantes dos centros como uma atividade extra, uma vez que nesses espaços são oferecidos aulas de educação física, artesanato, coral, leitura e passeios etc.</p>
<p>As atividades propostas eram um meio facilitador de compreensão da realidade social da qual essas mulheres fizeram e fazem parte. São mulheres oriundas de camadas sociais populares, moradoras de bairros operários com habitações tipo BNH, todas aposentadas, vivendo a maioria com salário mínimo e grau de escolaridade baixo, sendo algumas analfabetas. São também vítimas da exclusão social e do processo de depressão comum nessa faixa etária, e suas inserções nesses centros são por via do desânimo, da falta do que fazer, na busca por um passatempo, incentivadas pelas colegas, médicos geriatras e propaganda institucional por parte da prefeitura.</p>
<p>Dentre as atividades propostas, podemos destacar desenhos, leitura de poesias e contos, confecção de bonecas de pano, cirandas e músicas; todas as atividades eram associadas a um tema especifico, por exemplo: família, infância, lar, casamento etc. Essa pesquisa teve a duração de 1 ano e ocorria semanalmente em encontros de 2 horas em cada unidade distinta. Os temas trabalhados evocavam as lembranças e as memórias afetivas, o cotidiano, a vida dura, a infância, o vestido de casamento e as técnicas artesanais tão presentes na vida dessas mulheres. A memória afetiva e coletiva que está por trás de cada lembrança e cada episódio proporcionou o reviver de fatos que foram perdidos, <i>fato que ninguém mais quer saber</i>, como me relatou uma aluna.</p>
<p>Os primeiros relatos e desenhos realizados pelas participantes nos mostraram o universo simbólico que permeia a existência dessas mulheres, imagens e histórias repletas de metáforas que simbolizam o contexto social em que estão inseridas, como a imagem da colcha de retalhos que era sempre relatada pelas mulheres como um artefato presente em suas casas e as brincadeiras com os retalhos de tecido na infância, que eram transformados em bonecas, roupinhas. A partir destes relatos, sugeri que trabalhássemos com retalhos de tecido, um material fácil de conseguirmos, uma vez que não havia recursos disponíveis para compra de materiais específicos para o trabalho das participantes; foi então que as mulheres idosas se organizaram e conseguiram retalhos de tecidos com as vizinhas, em pequenas confecções dos bairros. Nesse momento, indaguei sobre quais os trabalhos que sabiam realizar com retalhos de tecido, e, além da colcha de retalho, a técnica mais relata foi a do fuxico, que é um círculo de tecido alinhavado nas extremidades e franzido formando um módulo redondo que, quando costurado a outro, vai formando um tecido, utilizado na confecção de colchas, almofadas, bolsas etc.</p>
<p>A partir dessa técnica, propus as participantes que cada uma construísse um painel de medida 80 x 60 cm utilizando fuxicos e outras técnicas artesanais que sabiam e ilustrassem uma memória da vida de cada uma. No final, devido à beleza dos trabalhos realizados, resolvemos uni-los e fazer uma exposição. O trabalho unido chegou a 28 m de comprimento, um caminho de técnicas e histórias que ilustravam através de práticas domésticas com linhas e agulhas a vida das participantes.</p>
<p>Os trabalhos realizados foram de uma criatividade ímpar, mostrando-nos a potencialidade dessas mãos cheias de dons, transformando os fuxicos em flores, casas, animais, igrejas, flores e mapas, de acordo com a criatividade e o desejo de cada uma.</p>
<blockquote><p>Foi muito positivo, pois me levou às lembranças de quando minha tia dava aulas de corte e costura para muitas alunas, e nas mesas, no chão, por toda a parte da sala ficavam retalhos multicoloridos. Quando as alunas iam embora, minhas irmãs e eu recolhíamos os mais bonitos para confeccionar roupas para nossas bonecas ou toalhinhas de mesa. Eram ótimos para nossas brincadeiras de casinha. (Daleni de Souza, 60 anos.)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a title="Retalhos de memória" href="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/Retalhos_de_memorias_MarianaGuimaraes.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-541" alt="icone_download" src="http://www.marianaguimaraes.art.br/wp-content/uploads/2013/08/icone_download.png" width="280" height="90" /></a></p>
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